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Preconceitos

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No imaginário de muitas pessoas, os americanos (estado-unidenses) são um povo racista que não tolera a diferença. Embora a mídia goste de divulgar os casos extremados de racismos que acontecem nos EUA, sabemos que eles são um povo tão heterogêneo quanto nós: cheios de raças e culturas diferentes que dificultam a definição do conceito “ser americano”.

gran-torinoNão querendo dizer que não há preconceito nos States, imagino que ainda existam muitos americanos que não se deram conta de que a nação deles pertence também a judeus, africanos, latinos, europeus, asiáticos e mais uma infinidade desses rótulos criados para tentar agrupar seres humanos, dividindo-os ora por religião, ora por cor da pele, ora por país de origem, ora por sotaque, etc.

Crash – no limite (2004) mereceu o Oscar de melhor filme ao ser capaz de mostrar como o preconceito é um mau que atinge diferentes culturas. Podem ser muitas as pessoas que têm medo do que lhes é estranho, mas os americanos brancos e conservadores costumam ser lembrados como os mais racistas.

Digo isso para mostrar como o cinema americano tem tentado cada vez maisrio-congelado mostrar que esses americanos conservadores podem vencer o preconceito e rever a maneira como encaram outras culturas. E ainda mostram como essas pessoas só têm a ganhar ao se abrirem para novas culturas. Geralmente motivados por uma tragédia pessoal, os filmes procuram mostrar que mesmo a mais preconceituosa das pessoas pode aprender a conviver com o diferente e aprender com ele.

Em Campinas estão em cartaz três grandes filmes que de uma forma ou de outra esbarram nessa transformação do americano preconceituoso em uma pessoa mais consciente a respeito das outras culturas: Rio Congelado (2008), O Visitante (2007) e Gran Torino (2008). Três histórias que emocionam, mas que também nos fazem refletir sobre a intolerância.

the-visitorOs americanos podem aprender muito com esses filmes, mas nós brasileiros também temos muito o quê aprender. Será que o cinema é uma mídia capaz de ajudar alguém a se tornar um ser humano melhor? Não sei. E também não me arriscaria dizer que esse era o objetivo dos produtores. Mas fica a dica de três excelentes filmes que contam as histórias de americanos que foram obrigados a rever o posicionamento deles diante do outro, do exótico, sem que, necessariamente, o combate ao preconceito seja o mote principal do filme.

Em tempo: existe ainda um quarto filme, também em cartaz no momento, que parece tratar do tema; mas ainda não tive a oportunidade de assisti-lo: Território Restrito (2009).

Written by Quel

abril 12, 2009 às 4:16 pm

Publicado em Cinema

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