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Super Alunos da UNICAMP

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Situação 1 – Aula de Escrita e Oralidade: Ninguém era muito fã da aula, normal_unicampembora não fosse das piores. No começo do semestre a professora avisou que faríamos 2 trabalhos e uma prova. Até aí nada de anormal. As semanas foram se passando, fizemos os trabalhos, mas a professora nunca que marcava a tal prova. Para mim era óbvio que ninguém devia tocar no assunto. Mas não é que na penúltima semana de aula uma colega minha resolve abrir a boca? (“E a prova, professora?”). Pode? O pior foi a resposta da professora: “Nós tínhamos combinado uma prova? Não tem problema, vamos marcar para a semana que vem”. É claro que depois da prova até a coleguinha que nos fez passar por isso ficou reclamando da tarefa.

Situação 2 – Aula de Estágio Supervisionado I: É importante ressaltar que nenhum grupo de estágio tem aula, a não ser o meu (claro!); pois, com meu bom gosto para escolher professores, eu escolhi o único que faz questão de dar aulas, ao invés de só orientar o andamento do estágio que, diga-se de passagem, nem é remunerado. A Unicamp estava no começo da greve, alguns institutos e algumas faculdades já haviam aderido, mas a maioria nem havia se manifestado. No meu instituto só os funcionários estavam em greve, mas na Faculdade de Educação os professores e os alunos já haviam aderido. Como a aula é nessa Faculdade, por respeito aos alunos, o professor perguntou se nós estávamos em greve; um garoto da minha turma tentou mentir discretamente: disse que alguns estavam sim em greve e tentou enrolar o professor com um papo de que ainda estávamos conversando melhor a respeito. Mas é claro que várias vozes se levantaram para contestar: “Não! Não estamos em greve! Ninguém falou de entrar em greve ainda!”. Então ele decidiu prosseguir com a aula. Será que em nenhum momento passou pela cabeça da minha turma que se o garoto estava mentindo era porque ele tinha uma boa razão para isso? Todo mundo vivia reclamando das aulas e dos textos a serem lidos e apresentados (fora as muitas horas de estágio nas escolas), mas quando temos a real oportunidade de perder uma ou duas semanas de aula, todos se revoltam.

livrosSituação 3 – Aula de Interpretação de Texto: Minha professora, super antenada com o mundo virtual, decidiu pedir para que fizéssemos como trabalho final um filminho do tipo dos filminhos do you tube (sim, essa era a descrição do trabalho!). Ou seja, como tarefa final ela nos pediu uma animação em flash ou similar. Na hora eu imaginei o quanto aquilo me daria trabalho, mas não achei uma idéia tão ruim; fiquei até curiosa para ver como o resto da turma iria se virar (pois no IEL quem sabe mexer com o Word já é considerado “gênio da informática”). Eis que a professora ainda pede para fazermos uma resenha. A avaliação nessa disciplina seria composta por 3 provas e 3 resenhas, e quando a professora surgiu com essa idéia, pensei que estava livre da tal resenha, mas não. E o livro tem lá suas 250 páginas… Enfim, aula passada, depois de já ter verificado a opinião de alguns colegas, falei com a professora sobre a impossibilidade de se fazer uma resenha mais um trabalho bem feito em programas de computador nos quais nem sabemos mexer (ainda). Então a professora jogou a decisão para a turma: “Eu não abro mão da resenha, pois vocês não iriam ler o livro (risadinha de deboche). Então vocês podem escolher entre ‘resenha e trabalho’ e ‘resenha e prova”. Fiquei aliviada, era evidente que fazer uma prova em 2h era infinitamente melhor que passar 3 semanas aprendendo a usar editores de vídeo para produzir algo minimamente decente. Mas adivinhem? “Professora, a gente prefere o trabalho e a resenha! Pois o trabalho vai ser muito legal de fazer!”. Ou eles não têm mais o que fazer ou vão fazer uma droga de animação usando o Paint (última novidade no maravilhoso mundo das tecnologias digitais).

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she-nerdAgora me respondam? Essas pessoas têm vida pessoal? Jogam vídeo-game? Assistem Big Bang Theory na televisão? Saem com o namorado? Bebem com os amigos? Eu duvido. Sou uma das melhores alunas da minha turma, quiçá do Instituto, mas se surge uma oportunidade de não ter uma aula chata ou de não fazer uma prova, é claro que eu vou adorar! Não vejo problemas em querer estudar, mas eles exageram.

Written by Quel

junho 28, 2009 às 10:06 pm

Publicado em Momentos

Uma resposta

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  1. O mais legal é escutar a sua voz narrando o texto. E sim, as pessoas não tem vida pessoal, adoram aulas chatas, textos gigantes e ir à aula para escutar coisas óbvias. Chame-os para beber, eles virão para o nosso lado da força. Amizade se faz com muitos chops, cervejas e margaritas gigantes!
    Adoro Vc!

    Lucas Tanure

    julho 5, 2009 at 12:07 am


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